NOvo blog...
Por inúmeras questões (bobas) estou com um novo blog. Acessem: http://parpitando.blogspot.com/
beijos, Priscila
Escrito por Parpiteiras e Parpiteiros às 11h02
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Ideal... onde está?
Hoje quero fazer de algo que há alguns dias me incomoda, angústia. E, pensando bem, a inquietação move a minha vida... Alguém lembra do que é ideal? Alguém tem alguma idéia, mesmo que vaga? Fui perguntar ao meu amigo Wikipedia e que descubro uma definição. Contudo como conversar com uma máquina, um programa tem limitações, infelizmente não achei uma definição sobre "ideal" e sim sobre "idealismo". Vamos lá:
"Idealismo. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre): é uma corrente filosófica que emergiu apenas com ao advento da modernidade, uma vez que a posição central da subjetividade é fundamental. Tendo suas origens a partir da revolução filosófica iniciada por Descartes e o seu cogito, é nos pensadores alemães que o Idealismo está em geral associado, desde Kant até Hegel, que seria talvez o último grande idealista da modernidade. É muito difícil resumir o pensamento idealista, uma vez que há divergências de perspectivas teóricas entre os filósofos idealistas. De todo modo, podemos considerar primado do EU subjetivo como central em todo idealismo, o que não significa necessariamente reduzir a realidade ao pensamento. Assim, na filosofia idealista, o postulado básico é que Eu sou Eu, no sentido de que o Eu é objeto para mim (Eu). Ou seja, a velha oposição entre sujeito e objeto se revela no idealismo como incidente no interior do próprio eu, uma vez que o próprio Eu é o objeto para o sujeito (Eu)...”. Acessado: Wikipedia.
O idealismo é a relação da minha compreensão de realidade com a minha forma de viver no mundo. É a interação entre o meu eu e o mundo. É no diálogo e na construção do que “EU” no real, na vida e na conduta da vida. Então é a interação da compreensão do mundo e a minha atitude diante do mundo. É algo meu, da minha vontade e desejo de viver o mundo. O que me preocupa é quando este ideal não é consciente e claro. É quando as atitudes são dirigidas não por um ideal convicto e estabelecido, mas sim uma ideologia, a ideologia reinante. Alguém sabe o que é “ideológico”? "Ideologia (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre): é um termo usado no senso comum contendo o sentido de "conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas". (...) *Karl Marx, pensador alemão, desenvolveu uma teoria a respeito da ideologia , na qual concebe a mesma como uma consciência falsa , proveniente da divisão do trabalho manual e intelectual . Nessa divisão, surgem os ideólogos ou intelectuais que passam através se idéias impostas, a dominar através das relações de produção e das classes que esses criam na sociedade. Contudo a ideologia (falsa consciência) gera inverte ou camufla a realidade, para os ideais ou vontades da classe dominante. (autor : Antonio Henrique Campos Ribeiro / Marx, Karl e Engels, Friedrich. AIdeologia Alemã(Feuerbach).São Paulo: Hucitec, 2002.)...” A Ideologia é conjunto de idéias e ideais da elite que são ditas pela econômico. Vamos aos exemplos? O homem bom e digno é o trabalhador, o bom trabalhador. Aquele que chega cedo no trabalho e faz de tudo pelo seu emprego, chefe e empresa. Até podemos dizer, mas fulano é bom, é honesto, é trabalhador. O que representa? Representa que trabalhar o faz melhor e se não trabalhar o faz indigno. A lógica da sociedade capitalista. Penso no meu ideal, na minha escolha. A escolha que fiz e faço. Na idéia de viver contra a ideais tão pré-estabelecidas que não são questionadas e repensada. Na vontade que tenho de viver a minha revolução particular e diária. Eu tento viver diariamente o ideal de vida de olhar ao próximo como próximo; de optar em viver uma vida mais simples e lutar pela dignidade. Optei em falar ao mundo sobre o capitalismo é a exclusão gerada por sua ganância, poder e falta de escrupulo. Um amigo diz: - mas a culpa é das pessoas!. E questiono-me: “e quem faz o capitalismo ter vida?! E quem criou?”. Poderia falar de Deus, de teologia, mas não saberia fazer. Então falo do que suponho saber. O conhecimento é construção do homem. O sistema capitalista é construção humana e então devemos cuidar que seja humano. Que a vida seja digna, afinal é um sistema, uma idéia e dar a vida à uma idéia representa viver. Viver uma idéia. Eu não quero viver em uma sociedade capitalista, mas eu não tenho opção. E falo da minha opção política. E posso optar politicamente. Tenho optar em não ter como optar. E não quero viver fora fora do Brasil, do meu Brasil. E dizer que não quero viver uma sociedade capitalista é uma opção política e não histórico, particular, pessoal. Portanto ficarei, aqui, viverei intensamente pela sua reforma, pela sua melhoria, pela dignidade. Viverei por sua melhoria, mas convicta que esta não é a melhor opção. Viverei consciente e você? Priscila Chagas Rio de Janeiro (RJ), 01 de junho de 2007
Escrito por Parpiteiras e Parpiteiros às 00h01
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Lembranças eternas...
Hoje, pretensiosamente, quero falar de sentimentos e emoções. Falar do que sinto... e como sinto! Desejo compartilhar uma experiência educativa que é única, e não falo de outro, e sim do meu eu. Falo da minha experiência educativa.
No dia 15, deste mês, dois jovens chegaram ao Rio de Janeiro. Tati, de Jatobá (PE), mulher, jovem, agricultora e graduanda do curso de Pedagogia; e Joci, de Rodelas (BA), homem, jovem, agricultor, participante do Conselho Tutelar de seu município e graduando do curso de História. Estes dois jovens, protagonista do meu aprendizado, vieram ao Rio para uma semana de Socialização da Pesquisa "Ações Juvenis para Superação da Violência na região do Submédio São Francisco" e para intercâmbio entre Jovens Camponeses e Jovens Quilombolas.
A semana foi repleta de expectativa, de muitas esperas e esperanças. A pesquisa foi apresentada para uma turma de Pedagogia da Universidade Estácio de Sá, para uma turma de Sociologia Rural da Universidade Federal Fluminense (UFF) e para algumas instituições: como o Observatório de Favelas - que trabalha com jovens da Favela da Maré -; e o Programa de Formação Educação e Comunitária (PROFEC). A viagem foi permeada por encontro, olhares e constatações. Realidades distantes e tão próximas. Realidades que tem pontos de intersseções não pensadas, não vislumbradas.
Falaram sobre violência e afirmação de direitos. Demonstraram que são sujeitos da história, da história de suas vidas e da sua região. Foi possível ser expectador da experiência desses sujeitos históricos. E, lá estava eu, a cada passo, cada apresentação, vendo algo real e concreto. Vi pessoas dispostas a pensar a sua realidade. Pessoas dispostas a mudar a sua realidade. Ali estavam dois jovens, dois agentes históricos, apresentando a construção de um ideal de democracia, justiça e direitos.
Estavam ali pessoas reais, com histórias reais e desnudando suas experiências para quem estivesse disposto a ouvir e questionar. Não era apenas uma apresentação e sim um convite a pensar junto à realidade brasileira. Era um convite a se pensar a sua realidade apesar das diferenças regionais, pessoais.
Eu estava lá para compartilhar todos os momentos simples e importantes. Os momentos de lazer, como ir ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) e ver também pela primeira vez uma tela abstrata. E lá estavam os 3 curiosos (e idiotas) buscando ver algo na tela. E ainda buscando devesvendar, junto com os dois, as pinturas e invenções dos artistas da China. (Exposição “China Hoje”, quem puder: vá!).
Estávamos ali compartilhando a experiência de conhecer, nos conhecer e compartilhar. Pude agora não mais apenas ver a realidade distante da minha e sim compartilhar a minha realidade, a minha cidade e o meu lazer, prazer, com amigos eleitos pelo coração.
O trabalho se confunde com o prazer. E não é mais trabalho quando há uma identificação é que pessoal.
As inúmeras coisas que posso dizer e lembrar, mas momentos que serão inesquecíveis. Lembranças eternas em minha alma.
Só posso dizer: Obrigada!!!

Priscila Chagas
Rio de Janeiro (RJ), 24 de maio de 2007.
Escrito por Parpiteiras e Parpiteiros às 10h35
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